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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Orquestra de Sopro Eintracht se apresenta no Teatro Feevale

Foto:Elson Sempé
Espetáculo “Andante” acontecerá nesta quarta-feira (8), com entrada gratuita

A Orquestra de Sopro Eintracht, de Campo Bom, realiza única apresentação no Teatro Feevale, nesta quarta-feira (8), às 20 horas. A entrada é franca e os ingressos devem ser retirados na bilheteria da casa de espetáculos ou no quiosque do Teatro no Bourbon Shopping de Novo Hamburgo. A orquestra é composta por 27 instrumentistas, um grupo vocal com 12 vozes, dois atores e um solista.
O concerto Andante, que integra o projeto Música nas Comunidades – Ano XII, terá a direção de Fernando Ochôa, regência de Ademir Schmidt e participações especiais de Cláudio Veiga, Carina Rippel e do Coral da Escola de Arte-Educação de Campo Bom. Aceita-se a doação espontânea de alimentos não perecíveis para Assistência Social de Campo Bom.
O diretor do concerto, Fernando Ochôa comenta que o concerto se constrói olhando a cultura brasileira a partir de sua latinidade. “O Brasil latino-americano, o Brasil do afeto, da cor, da alegria, da fé, da intensidade. As obras dos artistas, Arthur Bispo do Rosário, Hélio Oiticica, Tunga e do Profeta Gentileza inspiram a incorporação das vivências populares, das experiências afetivas, das expressões e das práticas coletivas”, explica.

Concepção do concerto
Ochôa descreve que a narrativa se apresenta como a forma natural de conduzir o espetáculo. Por meio dela, o Andante narra memórias, devaneia entre o vivido e o imaginado, preenche as lacunas do esquecimento e o silêncio, com a música. “O Brasil percorrido pelo Andante não é geográfico nem temporal, mas sim, afetivo e plural. Andante também é o andamento musical que corresponde ao andar e a frequência cardíaca humana. É um tempo na música, é o pulsar na vida”, salienta.
A concepção de um espetáculo que privilegie olhar o Brasil a partir de sua latinidade coloca o espectador em diálogo com a experiência vivida e expressa na música. Esse diálogo se estabelece por meio da identificação orgânica e afetiva entre a música, o instrumentista, o contexto e o espectador, provocando uma experiência cultural.
“O público torna-se parte do espetáculo, ele está ali representado, aquele é o seu lugar no mundo, para onde quer que ele vá. Somos brasileiros porque somos latino-americanos. Por mais que a brasilidade seja exaltada em detrimento da latinidade brasileira, as influências da partilha do chão da América do Sul não obedecem às fronteiras e estão por toda parte, no lamento indígena, no canto da terra, na resistência negra, na resiliência dos imigrantes de diversas etnias. Nascemos sob o sol dos trópicos e somos enterrados sob a mesma terra”, enfatiza Ochôa.

Roteiro
A forma escolhida para a apresentação do espetáculo é a narrativa. O Andante é o narrador que devaneia entre memória e esquecimento, entre o individual e o coletivo. Ele conduz o espetáculo pelo eixo temático:
- o amor pelo lugar, pela terra
- a luta, o cuidado para com esse lugar
- a festa, a celebração

Regência: Ademir Schmidt formou-se pela escola de música da Orquestra Sinfônica de Porto Algre (Ospa), é bacharel em Flauta Transversal pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e professor de flauta transversal, teoria e percepção musical. É regente da Orquestra de Sopros Ivoti e da Orquestra de Flautas Transversas do Instituto Popular de Arte-Educação (IPDAE). Participa da Orquestra Eintracht desde 1996 como 1º flautista e coordenador de naipe, assumindo a regência em 2014.
Direção: Fernando Ochôa é diretor, iluminador, ator, dublador e designer. Bacharel em Direção Teatral pela UFRGS, alterna trabalhos artísticos para teatro, ópera, dança, orquestras, shows musicais e exposições. Possui pós-graduado em Iluminação pelo Instituto de Pós-Graduação do Rio Grande do Sul LTDA (IPOG). Possui diversos reconhecimentos, como o Prêmio Açorianos Melhor Iluminação, por As traças da paixão, A força do hábito, Larvárias e Padre Landell – o padre inventor, entre outros.
Narrador / solista: Cláudio Veiga iniciou seus estudos em música no Instituto dos Meninos Cantores de Novo Hamburgo. Tem se apresentado nos Estados Unidos, Bélgica, Holanda e Alemanha, com violão e voz. Ganhador do Prêmio Açorianos, entre outros, participou dos grupos Caverá, Cuidado Que Mancha, Pernas Pro Ar e Batuque de Cordas.
Ficha técnica
Coordenação de projetos e produção: Hebe Cardoso
Realização: Centro Cultural Eintracht
Regência: Ademir Schmidt
Direção: Fernando Ochôa
Assistente de direção: Carina Rippel
Solista: Cláudio Veiga
Elenco: Carina Rippel e Cláudio Veiga
Roteiro: Hebe Cardoso, Carina Rippel e Fernando Ochôa
Arranjador: Davi Coelho
Engenheiro de som: Thomas Dreher
Designer de luz: Fernando Ochôa
Imagens: Acústica Vídeo Som
Fotografia: Elson Sempé
Arte gráfica: Bruna Ribeiro de Quadros
Montagem e apoio de palco: Miguel Bastos

Programa
Canção indígena (licença poética)
Cio da terra (Milton Nascimento e Chico Buarque)
Bachiana 5 (Heitor Villa Lobos)
Bachiana 2 (Heitor Villa Lobos)
Maria Maria (Milton Nascimento e Fernando Brant
O canto das três raças (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro)
Nem ouro nem prata (Rui Maurity e José Jorge Miquinioty)
Canção da meia-noite/Flores astrais (Zé Flávio/João Ricardo e João Apolinário)
Sangue latino (João Ricardo e Paulinho Mendonça)
Alegria, alegria (Caetano Veloso)
Brasil (Cazuza/George Israel/Nilo Roméro)
Podres poderes (Caetano Veloso)
Apesar de você (Chico Buarque)
Isso aqui tá bom demais/Xodó (Dominguinhos e Nando Cordel/Dominguinhos e Anastácia)
Frevo mulher (Zé Ramalho)
Festa do interior (Moraes Moreira e Abel Silva)
Vai passar (Francis Hime e Chico Buarque)

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